
Olá Galera!
Fiquei um tempo parado, mas agora estou de volta! Aí vai um post de uma matéria de jornalismo literário que fiz para a aula de criação de texto, no qual a liberdade estilística é bastante clara. As entrevistas não foram feitas na hora, mas tudo o que foi dito realmente acontece! Qualquer semelhança nos fatos é ‘’mera’’ coincidência!
Ps: Não reparem nos parágrafos não-justificados no blog. Não sei como arrumo isso aqui. Só no Word!
Beber, cair e levantar!
Alunos mackenzistas curtem agitada noite ao som de muito sertanejo
São 6 horas da tarde de uma fria quinta-feira na capital paulistana. O destino? As redondezas da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Acabo de sair de uma entrevista de emprego e estou bastante ansioso. Quero voltar a estagiar logo. O tráfego é lento e parece que a Rua da Consolação não chegará nunca. Para fazer o tempo passar, escuto o programa Estádio 97 e fico antenado nas notícias do meu time.
Hoje é quinta feira, dia de sertanejo no Bar Azaléia, situado na Rua Maria Antonia. Eu e meus colegas de classe sempre comparecemos ao local. Minha sala sempre foi muito festeira, isso é fato. Mas agora a coisa parece que aumentou. Sinto que dentro de cada um ali começa a surgir aquele leve sentimento de um fim próximo. Algo que é difícil de se imaginar, pois parece que foi ontem quando todos nós nos conhecemos no trote, regados na época a muita cerveja, tinta e animação.
Estaciono meu carro no prédio do meu amigo de sala Gabriel Tedde. O local sempre foi de grande ajuda para mim, que nunca paguei estacionamento por poder parar meu automóvel lá. Claro que nada é de graça com o garoto, pois sempre tive que dar carona para ele na volta de algum lugar. A desculpa: ‘’Sou do interior e ainda não posso trazer meu carro para São Paulo ‘’. Tudo bem, eu entendo. E uma mão acaba lavando a outra.
Desço a Rua Itambé e encontro dois amigos que faziam cursinho comigo, em 2006. Na época, estudamos no Hexag, que é especializado em Mackenzie. Logo, o contato com o pessoal ainda é freqüente. Detalhe: Um deles já estava embriagado, voltando do Azaléia, que era meu destino. Após o encontro, passo na farmácia e compro dois comprimidos anti-ressaca (popularmente conhecidos como Engov) e chego ao Bar.
Já na entrada, pego minha primeira gelada e percebo que o clima está animado. A dupla sertaneja que toca no local consegue agitar bastante o pessoal. Essa brincadeira de ir as quintas-feiras começou devido ao namoro de uma colega de sala, Vitória Bessell, com o vocalista Guilherme, que junto com seu companheiro ‘’ Brasil’’ faz a festa do pessoal nesse dia da semana. Ela levou a gente uma vez e não paramos mais.
O mais engaçado é ver meus colegas do interior. A cada acorde tocado, percebo um sentimento de alegria que vem da alma. Uma espécie de saudade aliada com satisfação. ‘’ Toda vez que escuto essas musicas, me lembro das festas que freqüentava lá em Cajuru, ao som de muito sertanejo. É o jeito que eu encontro pra voltar as minhas raízes ‘’, afirma Henrique Gióia, 21, bebendo sempre muita cerveja, é claro.
Outro que também sempre se anima é meu futuro companheiro de T.G.I, o politizado (que nas quintas-feiras acaba deixando a seriedade de lado) Raoni Scandiuzzi. O cara ama sertanejo e caipirinha, então, o resultado a gente conhece: ‘’ Eu amo isso aquiiiiii, vamo ser felizzz!’’, tenta dizer o estudante de 21 anos, natural de Aramina, já fora de suas melhores condições.
O mais legal dessas reuniões é que, depois de um dia estressante de trabalho ou nas atividades de cada um, ali é o momento de relaxar, de esquecer dos problemas. E, mesmo cansados, todos estão felizes por estarem juntos, pois sabemos que daqui a pouco tempo esses encontros serão mais difíceis de acontecer. A ficha está caindo.
O sertanejo acaba e entra o DJ, deixando um som ambiente. Acaba também o fígado da maioria do pessoal. Então, decidimos ir comer alguma coisa. E, como jornalista não ganha bem, claro que a parada é o bom, barato e velho Mcdonalds. ‘’ Um lanche para a bebedeira ir embora é sempre bem vindo ‘’, comenta meu amigo Rafael Alvarez, 20, mais conhecido como ‘’ Ruffles’’.
Já de barriga cheia e com o efeito da bebida praticamente eliminado, me sinto à vontade para poder dirigir até minha casa. Claro que tive que dar carona para dois ou três, mas tudo bem, faz parte. Ao deitar em minha cama, não fiz uma reflexão de mais um engraçado dia de Azaléia, pois ‘’capotei’’. Porém, com certeza, foi uma noite que começou fria e acabou bem calorosa. E essa reflexão certamente virá alguns anos depois.